18.1.19

Pausa pra quebrar promessa

No dia tal, pleno surto de DDA, passei horas e horas na VE. Saí pra almoçar lá pelas três. Diante da livraria, apressei o passo. "Viu, meninas -- me dirijo sempre às minhas filhas -- hoje andei rente à vitrine da Saraiva e NÃO ENTREI!", ia planejando o autoelogio. Na praça de alimentação, fiz o pedido e pensei: "Vai demorar. Fico aqui? Escolho a mesa? ... Vou até a livraria, só pra espiar." No balaio de ofertas, entre os outros produtos-no-estado-em-que-se-encontram, encontrei:


Voltei para a frente do balcão meio atarantada, ensaiando desculpas, mas meu lanche ainda não estava pronto.

Estreito é o vão que revela o abismo.

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